A proposta parte do entendimento de que o bordado é muito mais do que uma técnica manual: é uma forma de registrar histórias, preservar saberes, construir identidades e produzir narrativas a partir das experiências de diferentes povos e territórios.
Ao longo de quatro encontros, vamos experimentar o bordado e outras possibilidades da arte têxtil como linguagens de criação, memória, território e expressão. A proposta parte do entendimento de que o bordado é muito mais do que uma técnica manual: é uma forma de registrar histórias, preservar saberes, construir identidades e produzir narrativas a partir das experiências de diferentes povos e territórios.
O curso busca ampliar e deslocar nosso imaginário sobre o bordado, reconhecendo referências e modos de fazer indígenas, negros e latino-americanos que foram historicamente invisibilizados ou colocados à margem das narrativas hegemônicas sobre essa linguagem. A partir de artistas, artesãs e práticas têxteis de Abya Yala, seremos convidados a conhecer outras formas de criar, narrar e produzir conhecimento através das linhas, tecidos, imagens e mãos.
“Desatar a colonialidade” é, nesse sentido, abrir espaço para outros repertórios e outras perspectivas: olhar para o bordado não apenas como uma técnica, mas como território de memória, resistência, pertencimento e criação. Bordar o ancestral é se conectar com as tecnologias manuais viventes.
Durante o percurso, teremos momentos de conversa, apreciação de obras, compartilhamento de referências, experimentação de técnicas e criação individual e coletiva, construindo um espaço de troca e aprendizado entre diferentes experiências.
Não é necessário ter experiência prévia com bordado. A oficina foi pensada para acolher diferentes níveis de conhecimento e experiências com trabalhos manuais, valorizando tanto quem está tendo seu primeiro contato com a técnica quanto quem já possui uma trajetória com o bordado e outras linguagens da arte têxtil.
Dias 12, 19, 26 de setembro e 03 de outubro de 2026, das 09:00 às 13:00
Centro de Empreendedorismo e Pesquisa (Avenida São Luís, 120 - República/SP)
Heven Carneiro de Almeida é professora da rede municipal de Osasco, atuando no Ensino Fundamental I e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Compreende a arte-educação como ferramenta central de aprendizagem, utilizando as artes visuais e o bordado para estimular a expressão dos estudantes. Bordadeira experiente, aprendeu o ofício na adolescência com sua mãe e avó materna, artesãs dos Lençóis Maranhenses, reconhecendo na prática um caminho de resgate da ancestralidade e identidade. É idealizadora da "Desata Nós", onde atua como arte-educadora, empreendedora social e produtora cultural. Ministra oficinas que unem práticas manuais e criação coletiva, desenvolvendo linguagens próprias como a confecção do boneco de pano do Djachy Djaterê (Saci Pererê Guarani) para contação de histórias. Possui experiência na criação de cenografia para espetáculos infantis, como "Calunguinha", e na produção de eventos como a Mostra Cultural "É Tudo Nosso". Atualmente, pesquisa metodologias que relacionam a alfabetização ao fazer manual do bordado , abordando em suas práticas temas ligados às relações étnico-raciais e à valorização da memória cultural comunitária e marginalizada.
O Museu da Diversidade Sexual é um equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Aqui, a arte, a memória e as vivências LGBTQIA+ são o centro. O MDS realiza exposições, projetos e mostras digitais que colocam nossas histórias em movimento. - Clique nos cards ao lado e conheça mais sobre esse espaço feito com orgulho.
No MDS, a boa gestão começa com acesso claro, ético e aberto a todos os dados institucionais.
O Museu da Diversidade Sexual oferece visitas mediadas em dois formatos: para grupos espontâneos, formados pelo público em geral, e para grupos de estudantes, em companhia de educadores. Quer viver essa experiência coletiva de troca e escuta? Veja como agendar a sua visita.
O apoio de patrocinadores é essencial para que a comunidade LGBTQIA+ tenha sua história contada, sua arte fortalecida e sua voz ampliada.
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