A oficina convida o público a investigar como as memórias da arte drag permanecem e circulam por fotografias, corpos, gestos, figurinos, maquiagens, músicas, relatos, afetos e territórios. A colagem será utilizada como método de investigação da memória drag.
A oficina convida o público a investigar como as memórias da arte drag são construídas, transmitidas e transformadas ao longo do tempo. A atividade parte da ideia de que toda memória também é uma montagem: ao lembrar, selecionamos acontecimentos, aproximamos fragmentos, sobrepomos tempos e reorganizamos vestígios. Assim como a montação, a memória também cria narrativas a partir daquilo que permanece, do que se transforma e das lacunas que não podem ser preenchidas.
Por meio da colagem e da cartografia, cada participante poderá partir de uma memória drag vivida, recebida ou encontrada. Pode ser uma apresentação presenciada, uma experiência de montação, uma história contada por outra pessoa, uma artista conhecida pelas redes sociais ou pela televisão, uma fotografia, um flyer, uma música, um figurino, uma boate ou outro vestígio relacionado à cena drag.
A partir dessa escolha, serão produzidas cartografias-colagens orientadas por perguntas como: o que aparece nessa memória? O que tornou sua existência possível? Como ela circulou? O que desapareceu ou permanece desconhecido? E o que continua vivo no presente?
Ao final, as produções serão reunidas em uma cartografia coletiva das memórias drag, criando conexões entre artistas, técnicas, músicas, espaços, gerações e formas de transmissão. A proposta não busca construir uma história definitiva da arte drag, mas evidenciar os fragmentos, relações, apagamentos e permanências que participam da construção dessas memórias.
A oficina não exige experiência prévia com colagem, montação ou pesquisa histórica. Os materiais serão disponibilizados no local e cada participante poderá escolher como deseja construir e compartilhar sua produção.
ATIVIDADE GRATUITA (Vagas Limitadas)
13 de Outubro de 2026, das 18h30 às 21h
Centro de Empreendedorismo e Pesquisa (Av. São Luís, 120 - República/SP)
Artista-educadora, pessoa curadora e gestora cultural peruana, radicada em São Paulo. Possui formação em Arquitetura, Museologia e Curadoria e atualmente cursa Artes Visuais.
Atua com arte, educação e memória LGBTQIA+, desenvolve a pesquisa Cartografias da Montação e é criadora da drag queen Dita Absinthe.
O Museu da Diversidade Sexual é um equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Aqui, a arte, a memória e as vivências LGBTQIA+ são o centro. O MDS realiza exposições, projetos e mostras digitais que colocam nossas histórias em movimento. - Clique nos cards ao lado e conheça mais sobre esse espaço feito com orgulho.
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O Museu da Diversidade Sexual oferece visitas mediadas em dois formatos: para grupos espontâneos, formados pelo público em geral, e para grupos de estudantes, em companhia de educadores. Quer viver essa experiência coletiva de troca e escuta? Veja como agendar a sua visita.
O apoio de patrocinadores é essencial para que a comunidade LGBTQIA+ tenha sua história contada, sua arte fortalecida e sua voz ampliada.
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